Edson Agnello, arquiteto, jornalista e empreendedor é um estudioso da agenda das cidades. Na imprensa do Grande ABCD paulista dirigiu jornais locais, no mundo dos negócios coordenou diversos projetos na área imobiliária e de logística entre outros e faz da arquitetura e do urbanismo a oportunidade de construir uma regionalidade mais cidadã.
"Não tenho a pretensão de instalar uma verdade universal sobre os acontecimentos pretéritos e muito menos de revelar as verdades sobre o futuro de um tempo de contradições e conflitos."
Em cada momento da história é necessário estar atento às consequências, pois desde sempre sabemos que para toda ação quase sempre existira uma reação. As reações sempre se apresentam contra um sistema pré-concebido que não espelha os desejos da maioria. De maneira fantástica, em princípio, a reação é anônima, mas as novas “ondas” são surfadas por aqueles que sabem aproveitar as inovações.
Uma narrativa utilizada após os impactos do “pós-contemporâneo”, em meio a uma subjetividade que nos localiza e fortalece diante dos jogos de força a que estamos submetidos, mas o meu real desejo é dialogar sobre um tempo no qual tenho tentado fazer a minha parte seja na condição de empreendedor, arquiteto, urbanista, jornalista e cidadão. Relembrando a importância das heranças históricas, afinal, sem elas, corre-se o risco de ser escravo passivo dos acontecimentos, coisa que jamais desejo viver ou presenciar.
Nascido na cidade de Mauá, Edson Agnello, que durante quase dez anos foi editor chefe de importantes jornais semanais e diário, como a “A Voz de Mauá”, o “Jornal da Cidade” e o “Diário das Cidades”, optou por rever as notícias e os desfechos de um momento histórico do Brasil a partir de seu olhar pessoal.
Seu livro de estreia, “2013 o ano que não terminou”, apresenta uma narrativa do que foram as famosas manifestações de 2013, que ficaram conhecidas como “jornadas de junho”. O movimento que começou com um pedido de redução de R$0,20 (vinte centavos) nas taxas de transporte público; fez Brasília, centro político do país, ter as ruas da Esplanada e a rampa do Congresso Nacional, tomadas por manifestantes.
Em um bate-papo descontraído, o arquiteto e jornalista Edson Agnello leva à mesa dos PODCAST sua experiência urbanística para além da organização do espaço antropizado em que vive o ser humano, arquitetando fora da caixa, levando o internauta a refletir sobre as consequências de cada ato, e apontando que o mundo da política precisa buscar uma inovação do discurso. Faltam ideias sociais e o cidadão se baseia em sua própria experiência, experiências que mesmo tão individuais, são compartilhadas pelo coletivo e contribuem para o cenário político atual; uma polarização vista, por ele, como algo comum, mas necessário ao amadurecimento da nação.
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